"Quando as torres gêmeas caíram, há 5 anos atrás, muito se disse sobre o ataque ser justificavél, que foi bem feito para os EUA e os americanos, que eles mereceram e etc. Até eu cheguei a partilhar desse opinião idiota e injustificável. Mas as coisas costumam mudar quando nos deparamos com a realidade e vemos que aqueles mortos ali são humanos, de carne, osso, pele, que respiram e tem uma vida tão frágil como a nossa. Foi com um vídeo, transmitido pela CNN um ano depois do ataque que mostrava o desespero, as vidas que se foram de graça, as crianças que ficaram orfãs e os pais que ficaram sem os filhos que eu percebi que um mal jamais justificará o outro.
Hoje, de novo, no conforto da minha vidinha imutável me deparo com um documentário sobre as crianças e as famílias de Beslam, mortas em um ataque terrorista no dia 1º de Setembro de 2004 por terroristas chechenos. Corpos, sangue, pavor me colocam no mundo real. Não sei como as pessoas podem achar que o terrorismo e as mortes são bem vindas. Não acredito que nem os EUA nem a Rússia sejam inocentes, porque seria o cúmulo da ingenuidade achar que ainda existem bons e ruins. A luta dos chechenos é justificável e tem valor. Assim como as do Oriente Médio. Mas eu ainda acredito que não é o terrorismo em uma escola ou o desabamento de um prédio que vão trazer a justiça; o mal gera mal. A raiva gera raiva. Aceitar que o terrorismo é uma prática justificável é se unir a pessoas que matam criançinhas, adultinhos, pessoas de carne e osso como você.
Sinto muito se eu não apoio essa gente doida que acredita que o terrorismo é solução. Me recuso a aceitar que a morte de uns milhares justifiquem crença ou religião. Desculpa se eu não acho que os EUA são os únicos vilões do mundo e se eu os apoio contra o Irã. Desculpa se eu choro quando vejo as torres caindo ou os corpos carbonizados das pessoas em Beslam.
Sei que vão vir me falar que os EUA torturaram presos no Iraque, treinaram Osama Bin Laden, roubaram petróleo, mataram civis no Afeganistão, não ajudam os africanos, apoiam guerras civis e etc, e eu vou dizer que não concordo com nada disso e acho tudo um absurdo, mas não é por isso que vou me unir a homens bomba e suicidas loucos e achar que matar americanos é a solução. Porque não é.
É engraçado esse negócio de religião. As pessoas gostam de frequentar templos, igrejas, ser "boas" e rezar mas no dia a dia agem de maneira exatemente oposta aquilo que pregam: são os primeiros a passar por cima dos outros para conseguir aquilo que querem, são grossos, desrespeitosos, xingam o próximo e depois vão aos domingos limpar a alma ao ouvir palavras que não entendem da boca de alguém tão humano e falho como eles. Não é preciso ir muito longe para receber que religião não ajuda niinguém. Só limita. Então, aí vai uma dica: não existe céu nem inferno. Só existe uma coisa que está fora do nosso controle: a coinsciencia. E essa, infelizmente, atormenta muito mais.
Eu tenho quase que pedir desculpas quando digo que gosto dos Estados Unidos. Porque eu gosto. Não concordo com o que eles fazem em algumas coisas, mas também não concordo com o que o governo brasileiro faz na maioria das coisas. Não acho que a minha morte justificaria o fato do Brasil deixar que suas crianças morram de fome, sede, falta de saneamento básico, tiros, morem em bueiros ou onde o tráfico domina.
Não adianta ficar achando um vilão para culpar tudo. Ora é o Bush, ora o Lula. Não existem apenas 1, 2, 3 culpados. Nós também somos vilões as vezes e mocinhos em outras. Acho que ainda sou meio ingênua, ou idiota ou sensível demais para acreditar que a bondade ainda é o melhor jeito de resolver as coisas. Quem sabe!"
Hoje, de novo, no conforto da minha vidinha imutável me deparo com um documentário sobre as crianças e as famílias de Beslam, mortas em um ataque terrorista no dia 1º de Setembro de 2004 por terroristas chechenos. Corpos, sangue, pavor me colocam no mundo real. Não sei como as pessoas podem achar que o terrorismo e as mortes são bem vindas. Não acredito que nem os EUA nem a Rússia sejam inocentes, porque seria o cúmulo da ingenuidade achar que ainda existem bons e ruins. A luta dos chechenos é justificável e tem valor. Assim como as do Oriente Médio. Mas eu ainda acredito que não é o terrorismo em uma escola ou o desabamento de um prédio que vão trazer a justiça; o mal gera mal. A raiva gera raiva. Aceitar que o terrorismo é uma prática justificável é se unir a pessoas que matam criançinhas, adultinhos, pessoas de carne e osso como você.
Sinto muito se eu não apoio essa gente doida que acredita que o terrorismo é solução. Me recuso a aceitar que a morte de uns milhares justifiquem crença ou religião. Desculpa se eu não acho que os EUA são os únicos vilões do mundo e se eu os apoio contra o Irã. Desculpa se eu choro quando vejo as torres caindo ou os corpos carbonizados das pessoas em Beslam.
Sei que vão vir me falar que os EUA torturaram presos no Iraque, treinaram Osama Bin Laden, roubaram petróleo, mataram civis no Afeganistão, não ajudam os africanos, apoiam guerras civis e etc, e eu vou dizer que não concordo com nada disso e acho tudo um absurdo, mas não é por isso que vou me unir a homens bomba e suicidas loucos e achar que matar americanos é a solução. Porque não é.
É engraçado esse negócio de religião. As pessoas gostam de frequentar templos, igrejas, ser "boas" e rezar mas no dia a dia agem de maneira exatemente oposta aquilo que pregam: são os primeiros a passar por cima dos outros para conseguir aquilo que querem, são grossos, desrespeitosos, xingam o próximo e depois vão aos domingos limpar a alma ao ouvir palavras que não entendem da boca de alguém tão humano e falho como eles. Não é preciso ir muito longe para receber que religião não ajuda niinguém. Só limita. Então, aí vai uma dica: não existe céu nem inferno. Só existe uma coisa que está fora do nosso controle: a coinsciencia. E essa, infelizmente, atormenta muito mais.
Eu tenho quase que pedir desculpas quando digo que gosto dos Estados Unidos. Porque eu gosto. Não concordo com o que eles fazem em algumas coisas, mas também não concordo com o que o governo brasileiro faz na maioria das coisas. Não acho que a minha morte justificaria o fato do Brasil deixar que suas crianças morram de fome, sede, falta de saneamento básico, tiros, morem em bueiros ou onde o tráfico domina.
Não adianta ficar achando um vilão para culpar tudo. Ora é o Bush, ora o Lula. Não existem apenas 1, 2, 3 culpados. Nós também somos vilões as vezes e mocinhos em outras. Acho que ainda sou meio ingênua, ou idiota ou sensível demais para acreditar que a bondade ainda é o melhor jeito de resolver as coisas. Quem sabe!"
