"The Green Mile" - Carol e Teresa

Esse blog foi criado por mim, Carolina e pela Teresa para nos manter mas perto, já que ela se mudou para Belo Horizonte e eu continuo em Petrópolis.

Sunday, September 17, 2006

"Quando as torres gêmeas caíram, há 5 anos atrás, muito se disse sobre o ataque ser justificavél, que foi bem feito para os EUA e os americanos, que eles mereceram e etc. Até eu cheguei a partilhar desse opinião idiota e injustificável. Mas as coisas costumam mudar quando nos deparamos com a realidade e vemos que aqueles mortos ali são humanos, de carne, osso, pele, que respiram e tem uma vida tão frágil como a nossa. Foi com um vídeo, transmitido pela CNN um ano depois do ataque que mostrava o desespero, as vidas que se foram de graça, as crianças que ficaram orfãs e os pais que ficaram sem os filhos que eu percebi que um mal jamais justificará o outro.
Hoje, de novo, no conforto da minha vidinha imutável me deparo com um documentário sobre as crianças e as famílias de Beslam, mortas em um ataque terrorista no dia 1º de Setembro de 2004 por terroristas chechenos. Corpos, sangue, pavor me colocam no mundo real. Não sei como as pessoas podem achar que o terrorismo e as mortes são bem vindas. Não acredito que nem os EUA nem a Rússia sejam inocentes, porque seria o cúmulo da ingenuidade achar que ainda existem bons e ruins. A luta dos chechenos é justificável e tem valor. Assim como as do Oriente Médio. Mas eu ainda acredito que não é o terrorismo em uma escola ou o desabamento de um prédio que vão trazer a justiça; o mal gera mal. A raiva gera raiva. Aceitar que o terrorismo é uma prática justificável é se unir a pessoas que matam criançinhas, adultinhos, pessoas de carne e osso como você.
Sinto muito se eu não apoio essa gente doida que acredita que o terrorismo é solução. Me recuso a aceitar que a morte de uns milhares justifiquem crença ou religião. Desculpa se eu não acho que os EUA são os únicos vilões do mundo e se eu os apoio contra o Irã. Desculpa se eu choro quando vejo as torres caindo ou os corpos carbonizados das pessoas em Beslam.
Sei que vão vir me falar que os EUA torturaram presos no Iraque, treinaram Osama Bin Laden, roubaram petróleo, mataram civis no Afeganistão, não ajudam os africanos, apoiam guerras civis e etc, e eu vou dizer que não concordo com nada disso e acho tudo um absurdo, mas não é por isso que vou me unir a homens bomba e suicidas loucos e achar que matar americanos é a solução. Porque não é.
É engraçado esse negócio de religião. As pessoas gostam de frequentar templos, igrejas, ser "boas" e rezar mas no dia a dia agem de maneira exatemente oposta aquilo que pregam: são os primeiros a passar por cima dos outros para conseguir aquilo que querem, são grossos, desrespeitosos, xingam o próximo e depois vão aos domingos limpar a alma ao ouvir palavras que não entendem da boca de alguém tão humano e falho como eles. Não é preciso ir muito longe para receber que religião não ajuda niinguém. Só limita. Então, aí vai uma dica: não existe céu nem inferno. Só existe uma coisa que está fora do nosso controle: a coinsciencia. E essa, infelizmente, atormenta muito mais.
Eu tenho quase que pedir desculpas quando digo que gosto dos Estados Unidos. Porque eu gosto. Não concordo com o que eles fazem em algumas coisas, mas também não concordo com o que o governo brasileiro faz na maioria das coisas. Não acho que a minha morte justificaria o fato do Brasil deixar que suas crianças morram de fome, sede, falta de saneamento básico, tiros, morem em bueiros ou onde o tráfico domina.
Não adianta ficar achando um vilão para culpar tudo. Ora é o Bush, ora o Lula. Não existem apenas 1, 2, 3 culpados. Nós também somos vilões as vezes e mocinhos em outras. Acho que ainda sou meio ingênua, ou idiota ou sensível demais para acreditar que a bondade ainda é o melhor jeito de resolver as coisas. Quem sabe!"

Wednesday, March 29, 2006

"Dezenove aninhos... Pois é, enquanto me matava e me torturava tentando descobrir o melhor jeito de comemorar o meu aniversário, me veio aquela sensação: nossa, como tudo passou tão rápido. Não tem como resumir o quanto eu aprendi, perdi, ganhei, cresci e tudo que eu já passei. Será msm que os fracassos nos tornam mais fortes? Será que realmente aprendemos com eles? Não tenho muita experiência, mas posso dizer que pelo menos no meu caso, as premissas são verdadeiras. O que não mata, fortalece. Agora parada, aqui escrevendo é difícil resumir minha vida, tão curta, mas tão intensa e tão veloz. Será que os próximos 19 anos também vão passar assim, num piscar de olhos?
Parece até que foi ontem que eu guardava o meu dente debaixo do travesseiro esperando a fada. Ou das festas e apresentações musicais e teatrais que organizei na laje da casa da minha vó. Lembro, como se fosse hoje, da vila onde cresci, das amigas e inimigas que conquistei, dos muitos piques e joelhos ralados, das pipas com cerol, dos choros, das peladas de menina, dos filhotes perdidos que salvei, das árvores que trepei, do bolinho de chuva, de chupar fruta do pé, das piscinas que invadi, dos pés descalços, das bonecas de pano, dos aniversários, da cuca de banana, da minha vó, do meu avô e de todo amor e paciência que eles me deram ao me criar como se fosse filha.
Depois, como se ainda tivesse vivendo tudo, lembro do meu primeiro beijo, da minha primeira night, do meu primeiro namorado, do meu primeiro amor, do meu primeiro babaca, da primeira vez que chorei até acabarem as lágrimas, da vez que gritei até acabar a voz, que beijei até acabar a saliva. A minha primeira mágoa, a minha primeira decepção, as crises de auto estima, as espinhas, as falsas amigas, as fofocas, os shows inesquecíveis, as pegações e as amigas de verdade. Como se fosse ontem lembro da crise de depressão, que fui trocada, que fiquei bebâda porque estava triste e quando fiquei bebâda porque estava feliz demais. Do aparelho fixo, quem se esquece? Do cabelo rebelde, das vergonhas, das mãos e pernas bambas de quando ele aparece, das palavras ditas na hora errada, das decisões e das ações que nos arrependemos depois, dos fracassos, dos feiosos que passam na nossa vida e dos bonitos também, como não? E lá se vão 19 anos.
Olhando pra trás e pensando bem sou, mas principalmente fui uma pessoa feliz. Não tenho muito o que pedir. Só a agradecer. Especialmente aos meus avós que foram as pessoas mais influentes na minha vida. E eu nunca vou esquecer o tamanho da luta deles pra chegar onde chegaram. E me criar do jeito que criaram. Amo vcs!"

Tuesday, January 31, 2006

E agora?

Odeio dar valor as pessoas erradas. Além do desgaste emcocional e da decepção, é uma perda de tempo e de dinheiro incríveis. Pense bem: Vocês combinam de sair. Passagem de ônibus ida e volta(na melhor das hipóteses, porque as vezes você precisa ir de táxi ou metrô): 3,80. Cinema + pipoca: uns 15 reais(pagando meia). Comer em algum fast food para comentar sobre o filme: 10 reais(sem sorvete). Bastante neh?
Pior do que o dinheiro(28,80 no total), você perde todo o seu dia com uma pessoa que é no fundo, muito desagradavel, sem graça e que não está nem aí pra vc, enquanto poderia estar com alguém mais interessante, ou até mesmo sem fazer nada ou dormindo. Mas é claro que você ainda não sabe disso tudo.
Mas uma hora as coisas vem a tona. Daí você olha pra trás e vê todos aqueles sinais que mostravam e estavam bem na sua frente o qt aquela pessoa q vc confiou era no final um estrúpicio(sempre quis usar essa palavra) que nunca mereceu sua amizade, seu namoro, sua preocupação ou carinho. Que no final, aquela pessoa só estava ali com você por um motivo único e egoísta. Que ela usou vc como escada para alcançar o q que queria.
É, infelizmente não existe detector de honestidade, nem de caráter e dizem que o de mentira não funciona tão bem assim. Pessoas assim sempre exitirão e continuarão a enganar todos nós. Pelo menos a mim, que tenho uma péssima mania de confiar facilmente em todo mundo. Depois a gente se irrita, chora, briga e se arrepende. Mas no dia seguinte já está de novo gastanto fortunas e muita saliva com alguém que mais tarde iremos gastar muita lágrima e raiva.
Pois é, um futuro um pouco desanimador??? Pode ser. Mas no meio do caminho a gente acha pessoas que valem muito mais do que os 30 reais, os 3 litros de saliva e a conta de telefone. Pessoas que a gente pagaria muito mais pelo simples prazer da companhia, de fazer nada ou de fazer tudo. Também existem pessoas assim. E são elas que realmente importam, porque daqui a um tempo, quando a raiva passar, você nem vai conseguir entender como alguém tão deplorável pode ter te machucado um dia. NEH????????

Sunday, December 04, 2005

Onde compra esse tal juízo?

Toda vez que eu saio ou aviso que vou sair ou ainda quando recebo cartas e/ou mensagens de pessoas no aniversário, natal e etc... sempre tem aquele alguém q diz: "Juízo, hein menina?". Então, depois de anos ouvindo essa frase, gostaria de perguntar a qualquer pessoa que entre nesse blog: o que é esse tal de juízo? Onde vende? Pra que serve?
É o que serve para criar valores e morais desnecessários que só limitam a vida das pessoas? Ou para "alerta-las" dos perigos da vida, aqueles que sempre existiram e sempre existirão com qualquer pessoa, mas mesmo assim, quem t fala do juíxo são os mesmos que dizem confiar em vc, mas não nos outros, né? Então, aí vai outra pergunta: quem são os outros?
São os pivetes, os furtadores? Aqueles que não tem, não tiveram e provavelmente nunca terão nada na vida, em uma sociedade que cobra das pessoas uma infelicidade constante que só é sanada por um vicío consumista que nunca acaba? Esses são os outros? Ou não?
Os outros são os traficantes? Pessoas que moram em lugares insalubres, sem perspectiva de vida nenhuma, atraídos na flor da idade consumista por um dinheiro capaz de comprar felicidade em todas as butiques a vista com até 10% de desconto ou em 36 vezes sem juros? São eles os outros?
Ou não seria o outro, você mesmo? Você que precisa de remédios ilícitos para provar pra si mesmo que é capaz, durão e aguenta qualquer tranco, porque afinal, você eh macho(ou femea). E a culpa é dos seus amigos certo? Porque a gnt sempre confia em vc, mas não confia nos outros.
E quem são essa "gnt", que confia em vc? Os donos do juízo? E o que é o juízo? Seria uma maneira de limitar a liberdade de escolha e expressão das pessoas, apenas porque ela não se encaixa no padrão da verdade, de uma moral seguida por todos, mas que nunca foi explicada nem entendida? Ou seria apenas uma melancólica verdade imposta pelos mais velhos para justificar que na época deles tudo era melhor?
E o que é essa epoca melhor? Quando viviamos na ditadura? No Milagre brasileiro, responsável pelo afogamento total do país em uma poça de lama? Ou a epoca em viviamos em uma república falsa e tinhamos apenas o direito de obdecer ao voto de cabresto? Ou melhor, na epoca em que pessoas eram forçadas a trabalhar sem remuneração apenas porque tinham uma cor diferente? Alguém sabe responder? Eu tb não.
Mas se alguém tiver vendendo esse tal juízo, eu compro. O produto foi muito bem recomendado!!
Bjusss galera

Sunday, November 06, 2005

Vai dizer que o tempo não parou naquele momento?

Parou não, congeleu! EBA!! Então, hoje está sendo um dia excepcionalmente feliz na minha vida, então eu resolvi postar, dessa vez alguma coisa mais alegre.
Sabe quando um aglomerado de coisas boas acontecem simultaneamente na sua vida sem que você espere e daí você se depara com um daqueles raros momentos de serenidade e paz espiritual e que se voce pudesse escolher uma sensação para viver o resto de sua vida seria essa? É isso que eu estou sentindo agora...
Ainda não tenho certeza do que causou isso tudo, se foi o fato de eu ter tido uma péssima semana e ela acabar do melhor jeito possivel, ou se foram as coisas que aconteceram na hora certa. Só sei que agora, hoje, neste minuto nada pode me afetar, absolutamente.
Provavelmente isso td vai mudar. Alias, com certeza isso td vai mudar. Até porque, ficar feliz demais sufoca. Mas por enquanto, eu vou viver todos os segundos que me restarem desse raro momento de prazer e depois, quando for embora vou me apegar e lembrar de tudo isso como se fosse um daqueles sonhos profundos, que você lamenta quando acorda.
Bem, vou me indo e qualquer dia eu posto...
Bjusss

Thursday, September 22, 2005

A procura...

Me perguntaram no cursinho, dias atrás, se eu pudesse ter tido a chance de escolher nascer em qualquer lugar do mundo, onde eu escolheria e porque. Na hora, meio que sem pensar, respondi: "Claro que escolheria o Rio, afinal, é a cidade maravilhosa, né?" E é mesmo. Apesar de adorar o Rio, tenho que dizer que agora, refletindo em casa, eu não saberia essa resposta. Talvez teria sido mais fácil se perguntassem "Em que planeta você gostaria de ter nascido?". Com certeza, eu teria uma resposta na ponta da língua: qualquer um mesmo este.
É incrível que quando você para para pensar, prestar atenção no que está acontecendo, é simplesmente impossível se sentir bem ao saber que enquanto você se diverte, feliz da vida, há, no mundo inteiro pessoas famintas e miseravéis. E o pior: que a sua riqueza depende quase que diretamente da pobreza delas. Que hoje, antes de cidadãos somos consumidores e que se não podemos ser o último, jamais seremos os primeiros, porque só teremos direito a alguma coisa no momento em que pudermos pagar por elas.
É muito fácil achar que não temos culpa. Sim, isso tudo também é nossa culpa. Assim como alguns muitos acreditam que somos culpados pela morte de Jesus (ou coisa parecida), somos culpados também pelo mundo atual. Culpados por nos emitirmos nas questões cruciais, por perpetuarmos os mesmos preconceitos e valores obtusos e ultrapassados, por sermos essencialmente corruptos e agirmos de acordo com a política do "me dar bem", por vangloriar os bens materiais em vez de aceitarmos os limites impostos e saber que o material é bom e necessário, mas não é nem fundamental nem a chave para a felicidade. Por aceitar e votar em figuras claramente corruptas e o pior - vangloriar muitas delas.
O que falta no mundo, hoje, é dignidade. Porque não são as ações que são dignas, mas quem as pratica. E estamos em falta de pessoas assim, que pratiquem o bem sem esperar nada em troca. Que preguem a paz imparcial, que não façam julgamentos de valor, que aceitem a diferença, independente de qual seja ela. Se por acaso, você encontrar alguém assim, me ligue. Seria um prazer imenso conhece-la.

Wednesday, June 08, 2005

Só refletindo...

Hello everybody!!! Como estão vcs? Algum tempo q eu n posto neh? POis eh, finalmente entrei em um ritmo de estudo q tah alucinante, todos os dias, aula o dia inteiro, depois mais 2 horas extras... enfim, tenho ido dormir tarde, acordando cedo, trabalhando... To meio sem tempo mesmo. Mas eu resolvi postar, pq hj eu tenho mais uma historinha pra contar... "EBA!!!"... Bem, n eh exatamente uma historinha como aquela q eu contei antes, mas vamos lá.
Durante as últimas semanas alguns fatos do passado tem voltado e isso tem me feito lembrar do passado... E como é bom amadurecer.. Sério, eu olho pra trás e vejo como eu era imatura, infantil, egoísta com as coisas e as pessoas, e aprendi com as experiências q eu vivi q n ha nada melhor do q crescer e ver o tempo passar. Ver como a nossa percepção sob as coisas mudam. A nossa cabeça, as nossas idéias, o nosso jeito de lidar com os outros... Td mesmo. E isso eh incrivel. Pelo menos pra mim.
A Amanda é um exemplo q sabe do q eu estou falando sobre o meu passado. E essa história começa em 1999 quando eu estudava na 6ª série e me axava a fodona. Criticava as patricinhas, soh andava com a galera "boazona", pelava o saco dos malandrões... Me axava a fora-da-lei zuando os pagodeiros, os funkeiros, as patricinhas... O négocio era ser malandra... Sair pra night, pegar mil homens, fumar, beber, fora as outras coisas q n convem expressar aqui... Isso q eu axava legal. Depois, eu cresci um pouquinho, amadureci um pouco. Mas continuei a maior pela do mundo. HAHHAHAHA e olha q eu "Odiava pela", "Odiava gente burra", "Odiava nerd"... Na verdade eu odiava quase td.
Ai, em 2003, depois de 4 anos, alguns fatos viraram a minha vida 360º. Foram coisas longas, q me marcaram e eu n vou escrever aqui, mas q eu agradeço todos os dias. Foi um ano conturbado e difícil, mas muito gratificante, me fez crescer como pessoa. Td bem q eu jah me perdooei por aquilo q eu fiz, ateh pq se eu n tivesse vivido td isso n teria a visão q tenho hj. E é incrivel como vejo crianças da mesma idade q eu tinha na época fazendo as msms coisas... Eh coisa de amadurecer msm, n tem como, a maioria das pessoas passa por isso e com sorte, cresce. Algumas ficam paradas, mas a maioria n.
Agora, essa mudança veio a partir de uma pessoa inesperada. Tem mta gente q fala q eu pelo saco, q eu sou apaixonada por essa pessoa. SOU PELA DELE MESMO!!! Pq ele eh foda e me ajudou mt a crescer, msm sem saber. Por isso q eu soh falo bem dele, pq se não fosse ele eu n seria quem eu sou hj. E hj eu tenho certeza q sou uma pessoa melhor. Melhor do q ontem, pior do q amanha. Mas t garanto q hj, td q eu faço, tem as melhores intenções. Quem eu gosto, eu gosto d verdade. Quem eu ajudo é de coração. Então eu soh tenho a agradecer a ele.
Eu vacilei 2 vezes esse ano com ele, mas eu n vou pedir desculpas por aqui n. Depois eu falo pessoalmente. Bem, por hoje eh soh... Depois eu volto...
BJUSSSSSS