A procura...
Me perguntaram no cursinho, dias atrás, se eu pudesse ter tido a chance de escolher nascer em qualquer lugar do mundo, onde eu escolheria e porque. Na hora, meio que sem pensar, respondi: "Claro que escolheria o Rio, afinal, é a cidade maravilhosa, né?" E é mesmo. Apesar de adorar o Rio, tenho que dizer que agora, refletindo em casa, eu não saberia essa resposta. Talvez teria sido mais fácil se perguntassem "Em que planeta você gostaria de ter nascido?". Com certeza, eu teria uma resposta na ponta da língua: qualquer um mesmo este.
É incrível que quando você para para pensar, prestar atenção no que está acontecendo, é simplesmente impossível se sentir bem ao saber que enquanto você se diverte, feliz da vida, há, no mundo inteiro pessoas famintas e miseravéis. E o pior: que a sua riqueza depende quase que diretamente da pobreza delas. Que hoje, antes de cidadãos somos consumidores e que se não podemos ser o último, jamais seremos os primeiros, porque só teremos direito a alguma coisa no momento em que pudermos pagar por elas.
É muito fácil achar que não temos culpa. Sim, isso tudo também é nossa culpa. Assim como alguns muitos acreditam que somos culpados pela morte de Jesus (ou coisa parecida), somos culpados também pelo mundo atual. Culpados por nos emitirmos nas questões cruciais, por perpetuarmos os mesmos preconceitos e valores obtusos e ultrapassados, por sermos essencialmente corruptos e agirmos de acordo com a política do "me dar bem", por vangloriar os bens materiais em vez de aceitarmos os limites impostos e saber que o material é bom e necessário, mas não é nem fundamental nem a chave para a felicidade. Por aceitar e votar em figuras claramente corruptas e o pior - vangloriar muitas delas.
O que falta no mundo, hoje, é dignidade. Porque não são as ações que são dignas, mas quem as pratica. E estamos em falta de pessoas assim, que pratiquem o bem sem esperar nada em troca. Que preguem a paz imparcial, que não façam julgamentos de valor, que aceitem a diferença, independente de qual seja ela. Se por acaso, você encontrar alguém assim, me ligue. Seria um prazer imenso conhece-la.
É incrível que quando você para para pensar, prestar atenção no que está acontecendo, é simplesmente impossível se sentir bem ao saber que enquanto você se diverte, feliz da vida, há, no mundo inteiro pessoas famintas e miseravéis. E o pior: que a sua riqueza depende quase que diretamente da pobreza delas. Que hoje, antes de cidadãos somos consumidores e que se não podemos ser o último, jamais seremos os primeiros, porque só teremos direito a alguma coisa no momento em que pudermos pagar por elas.
É muito fácil achar que não temos culpa. Sim, isso tudo também é nossa culpa. Assim como alguns muitos acreditam que somos culpados pela morte de Jesus (ou coisa parecida), somos culpados também pelo mundo atual. Culpados por nos emitirmos nas questões cruciais, por perpetuarmos os mesmos preconceitos e valores obtusos e ultrapassados, por sermos essencialmente corruptos e agirmos de acordo com a política do "me dar bem", por vangloriar os bens materiais em vez de aceitarmos os limites impostos e saber que o material é bom e necessário, mas não é nem fundamental nem a chave para a felicidade. Por aceitar e votar em figuras claramente corruptas e o pior - vangloriar muitas delas.
O que falta no mundo, hoje, é dignidade. Porque não são as ações que são dignas, mas quem as pratica. E estamos em falta de pessoas assim, que pratiquem o bem sem esperar nada em troca. Que preguem a paz imparcial, que não façam julgamentos de valor, que aceitem a diferença, independente de qual seja ela. Se por acaso, você encontrar alguém assim, me ligue. Seria um prazer imenso conhece-la.
