"Dezenove aninhos... Pois é, enquanto me matava e me torturava tentando descobrir o melhor jeito de comemorar o meu aniversário, me veio aquela sensação: nossa, como tudo passou tão rápido. Não tem como resumir o quanto eu aprendi, perdi, ganhei, cresci e tudo que eu já passei. Será msm que os fracassos nos tornam mais fortes? Será que realmente aprendemos com eles? Não tenho muita experiência, mas posso dizer que pelo menos no meu caso, as premissas são verdadeiras. O que não mata, fortalece. Agora parada, aqui escrevendo é difícil resumir minha vida, tão curta, mas tão intensa e tão veloz. Será que os próximos 19 anos também vão passar assim, num piscar de olhos?
Parece até que foi ontem que eu guardava o meu dente debaixo do travesseiro esperando a fada. Ou das festas e apresentações musicais e teatrais que organizei na laje da casa da minha vó. Lembro, como se fosse hoje, da vila onde cresci, das amigas e inimigas que conquistei, dos muitos piques e joelhos ralados, das pipas com cerol, dos choros, das peladas de menina, dos filhotes perdidos que salvei, das árvores que trepei, do bolinho de chuva, de chupar fruta do pé, das piscinas que invadi, dos pés descalços, das bonecas de pano, dos aniversários, da cuca de banana, da minha vó, do meu avô e de todo amor e paciência que eles me deram ao me criar como se fosse filha.
Depois, como se ainda tivesse vivendo tudo, lembro do meu primeiro beijo, da minha primeira night, do meu primeiro namorado, do meu primeiro amor, do meu primeiro babaca, da primeira vez que chorei até acabarem as lágrimas, da vez que gritei até acabar a voz, que beijei até acabar a saliva. A minha primeira mágoa, a minha primeira decepção, as crises de auto estima, as espinhas, as falsas amigas, as fofocas, os shows inesquecíveis, as pegações e as amigas de verdade. Como se fosse ontem lembro da crise de depressão, que fui trocada, que fiquei bebâda porque estava triste e quando fiquei bebâda porque estava feliz demais. Do aparelho fixo, quem se esquece? Do cabelo rebelde, das vergonhas, das mãos e pernas bambas de quando ele aparece, das palavras ditas na hora errada, das decisões e das ações que nos arrependemos depois, dos fracassos, dos feiosos que passam na nossa vida e dos bonitos também, como não? E lá se vão 19 anos.
Olhando pra trás e pensando bem sou, mas principalmente fui uma pessoa feliz. Não tenho muito o que pedir. Só a agradecer. Especialmente aos meus avós que foram as pessoas mais influentes na minha vida. E eu nunca vou esquecer o tamanho da luta deles pra chegar onde chegaram. E me criar do jeito que criaram. Amo vcs!"
Parece até que foi ontem que eu guardava o meu dente debaixo do travesseiro esperando a fada. Ou das festas e apresentações musicais e teatrais que organizei na laje da casa da minha vó. Lembro, como se fosse hoje, da vila onde cresci, das amigas e inimigas que conquistei, dos muitos piques e joelhos ralados, das pipas com cerol, dos choros, das peladas de menina, dos filhotes perdidos que salvei, das árvores que trepei, do bolinho de chuva, de chupar fruta do pé, das piscinas que invadi, dos pés descalços, das bonecas de pano, dos aniversários, da cuca de banana, da minha vó, do meu avô e de todo amor e paciência que eles me deram ao me criar como se fosse filha.
Depois, como se ainda tivesse vivendo tudo, lembro do meu primeiro beijo, da minha primeira night, do meu primeiro namorado, do meu primeiro amor, do meu primeiro babaca, da primeira vez que chorei até acabarem as lágrimas, da vez que gritei até acabar a voz, que beijei até acabar a saliva. A minha primeira mágoa, a minha primeira decepção, as crises de auto estima, as espinhas, as falsas amigas, as fofocas, os shows inesquecíveis, as pegações e as amigas de verdade. Como se fosse ontem lembro da crise de depressão, que fui trocada, que fiquei bebâda porque estava triste e quando fiquei bebâda porque estava feliz demais. Do aparelho fixo, quem se esquece? Do cabelo rebelde, das vergonhas, das mãos e pernas bambas de quando ele aparece, das palavras ditas na hora errada, das decisões e das ações que nos arrependemos depois, dos fracassos, dos feiosos que passam na nossa vida e dos bonitos também, como não? E lá se vão 19 anos.
Olhando pra trás e pensando bem sou, mas principalmente fui uma pessoa feliz. Não tenho muito o que pedir. Só a agradecer. Especialmente aos meus avós que foram as pessoas mais influentes na minha vida. E eu nunca vou esquecer o tamanho da luta deles pra chegar onde chegaram. E me criar do jeito que criaram. Amo vcs!"
